
Professores da rede pública estadual do Amazonas decidiram intensificar a mobilização por reajuste salarial e contra a ampliação da jornada de trabalho nas escolas da rede administrada pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (SEDUC-AM). A decisão foi tomada durante assembleia da categoria realizada nesta segunda-feira (16).
Segundo o sindicato, os trabalhadores aprovaram a defesa de reajuste salarial de 16% e reafirmaram um princípio central da mobilização: nenhum professor é obrigado a trabalhar além da carga horária prevista no concurso público e registrada no livro de ponto.
A assembleia ocorre em meio a denúncias de que escolas da rede estadual estariam exigindo permanência adicional de professores além da jornada contratada, ampliando o tempo em sala ou dentro da unidade escolar.
Em Parintins docentes passaram a cumprir horário descrito no livro
No município de Parintins, há relatos da categoria, de que os docentes estão cumprindo estritamente o horário registrado oficialmente nos documentos funcionais, como o livro de ponto, sem permanecer além da jornada.
A medida foi adotada como forma de garantir o cumprimento da legislação e evitar o que os educadores classificam como expansão irregular da carga horária.
Denúncias persistem em Manaus
Já em Manaus, a situação ainda gera questionamentos. Professores relatam que algumas escolas continuam exigindo permanência além do horário de trabalho, mesmo após os debates levantados pela categoria.
De acordo com denúncias apresentadas ao sindicato, há casos em que profissionais teriam sido ameaçados com advertência administrativa por se recusarem a cumprir tempo adicional dentro da escola.
Para representantes do SINTEAM, a prática pode configurar exigência irregular de jornada, já que o servidor público deve cumprir apenas o tempo de trabalho previsto no edital do concurso e nos registros oficiais da unidade escolar.
Mobilização pode crescer
A assembleia desta segunda-feira também reforçou a estratégia de unidade da categoria diante das negociações salariais e das discussões sobre jornada. Professores cobram do governo do estado a abertura de diálogo para tratar da campanha salarial e da organização do trabalho nas escolas.
Enquanto aguardam posicionamento oficial da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, educadores afirmam que continuarão acompanhando a situação nas unidades de ensino e não descartam ampliar as mobilizações caso as denúncias persistam.


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