
O plano de carreira do magistério estadual do Amazonas, que já foi referência nacional em valorização docente, vem apresentando perda progressiva de força nos últimos anos. Dados divulgados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM) mostram que a diferença entre o salário inicial dos professores da rede estadual e a Lei do Piso Nacional do Magistério, o salário diminuiu drasticamente ao longo do tempo a carreira docente caminhou do auge à decadência.
No passado, o Amazonas chegou a pagar salários iniciais próximos ao dobro do piso nacional do magistério, colocando o estado entre os três melhores salários do país para professores da educação básica. Essa diferença era vista como um dos pilares de valorização do plano de carreira docente.
Hoje, segundo o levantamento do SINTEAM, a situação é bem diferente. A vantagem salarial da rede estadual administrada pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (SEDUC-AM), que em 2019 era de cerca de 70% acima do piso nacional, caiu para menos de 10%.
Na rede municipal de Manaus, administrada pela Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED), a diferença também diminuiu. Em 2019, o salário inicial dos professores estava mais de 40% acima do piso, enquanto atualmente a vantagem é de pouco mais de 4%.
Para especialistas e representantes da categoria, essa aproximação progressiva ao piso nacional enfraquece o plano de carreira, reduzindo o incentivo financeiro para ingresso e permanência na profissão.
A redução dessa diferença ocorreu ao longo dos últimos anos, período que coincide com a gestão do governador Wilson Lima. Professores e entidades sindicais afirmam que a falta de reajustes estruturais no plano de carreira contribuiu para o processo de deterioração salarial.
Com a diminuição da vantagem histórica que o estado já possuía, docentes afirmam que o Amazonas deixou de figurar entre os estados com melhores salários do país, cenário que reacende o debate sobre políticas de valorização do magistério e recomposição do plano de carreira.
Consequências para a vida dos professores
A redução da valorização salarial também tem impactos diretos na rotina dos docentes. Professores relatam que, diante da perda progressiva do poder de valorização do plano de carreira, muitos profissionais passaram a trabalhar em mais de um turno ou acumular vínculos em diferentes redes de ensino para complementar a renda.
Entre docentes com carga horária de 20 horas semanais, a remuneração inicial atualmente se aproxima ou é inferior a de outras profissões de nível técnico em início de carreira, como a de técnico de enfermagem. Segundo representantes da categoria, essa realidade tem levado muitos professores a buscarem múltiplos empregos ou ampliar a jornada diária para até 60 horas semanais, o que pode resultar em sobrecarga de trabalho e impactos na qualidade de vida dos profissionais da educação. A pergunta que os docentes se fazem será que o governador Wilson Lima e sua secretária de educação Arlete Mendonça realmente priorizam a educação? Esta pergunta fica como uma reflexão para cada leitor.
Abaixo segue tabela de estudo realizados pelo SINTEAM


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